Qual oléo usar no carro?! [Reportagem]

Qual oléo usar no carro?!

Começamos esse post com uma das perguntas mais feitas pelos proprietários e amantes de carros. Qual oléo devo usar no meu carro? Sintético ou mineral? Qual a viscosidade? Posso misturar? Devo trocar o filtro? Entre muitas outras.

Para responder essa pergunta, que a princípio parece simples, devemos entender algumas coisas. A primeira consulta que devemos fazer é ao manual do proprietário, nele iremos encontrar o tipo de óleo que deve ser usado, assim como as especificações exatas para o veículo em questão.
Na foto abaixo, vemos uma página no Manual do Proprietário de uma Toyota Rav4. Temos alguns dados 10w30, 10w40, 5w30, SL, SM/CF…. mas o que isso quer dizer?!

Qual oléo usar no carro?!

Em um primeiro momento essas siglas são confusas, mas vamos ao poucos mostrar o que cada uma significa, e no final, comprar óleo para seu carro será simples!

A primeira informação que temos e a classificação de viscosidade. Ela é sempre mostrada por um número, seguido pela letra W então outro número. Essa forma de classificar o óleo é feita pela SAE International, a Sociedade Americana de Engenheiros Automotivos (Society of Automotive Engineers – EUA). Sempre que virmos um óleo a venda ele terá a classificação SAE 5w30, 10W40 etc.

Dentro da classificação, temos 3 grandes grupos, óleos para verão, para inverno e multiviscosos. No nosso caso vamos ficar somente com os multiviscosos, que são largamente utilizados na indústria automotiva. O número anterior indica a viscosidade para baixas temperatura, o W siginifica winter e o segundo número a viscosidade em alta temperatura.

Então um óleo 5W30, tem a viscosidade em baixa temperatura de 5, já em alta temperatura de 30. Quanto maior forem esses números, maior será a viscosidade do óleo. A grande vantagem do óleo multiviscoso é a capacidade de se comportar de acordo com a temperatura do motor, evitando solidificação em baixas temperaturas ou um óleo extremamente líquido quando em alta temperatura, dessa maneira o motor sempre terá a melhor lubrificação possível.

Vale a pena ver o video abaixo, para ver a diferença das viscosidades.

A segunda informação que devemos nos atentar é a classificação API, feita pelo Instituto Americano de Petróleo, ela é indica pelas letrar SL, SM, CF, GL, CM; que normalmente ficam ao lado da informação SAE. A classificação contempla três grupos.

Letra S – Motores a combustão, através de faísca.Letra C ou F – Motores a combustão, através de compressão, motores a Diesel.Letra GL – Lubrificantes para engrenagens, como diferenciais, câmbios etc.

A diferença entre cada grupo se dá pelo tipo de aditivos que são adicionados ao óleo lubrificante.
A segunda letra da classificação do óleo, se refere, a “evolução” do óleo, que começou em A e hoje está em N (2010). Ou seja, quanto maior for a segunda letra, mais recente é o estudo do óleo. Em alguns casos a classificação se torna obsoleta e não deve mais ser encontrada o mercado, como SH, SG, SF.

Se no manual do seu carro estiver a classificação API como SM, vocâ jamais poderá usar uma inferior, como a SL. Mas pode usar uma mais recente como SN. Sempre que uma nova classe é divulgada ela contempla todos os benefícios da anterior.

Atualmente existem 4 classes ativas, para óleos para motores a combustão com faísca. São elas:
SJ – Carros com fabricação inferior a 2001.SL – Carros com fabricação inferior a 2004.SM – Carros com fabricação inferior a 2010.SN – Carros a partir de outubro de 2010.

Assim você já sabe, se seu carro foi fabricado em 2015, você deve usar uma API SN. Já se ele foi fabricado em 2003 você pode usar SL, SM ou SN.

Qual oléo usar no carro?!

Os aditivos são basicamente anti-corrosivos, anti-espumantes, detergente-dispersante, melhoradores do Índice de Viscosidade e agentes de extrema pressão. Usados independente de ser óleo sintético ou mineral.

Veja mais em: http://oleoparacarros.com.br/qual-e-a-composicao-do-oleo-de-motor/

Caso queira ver um pouco mais sobre essa classificação basta entrar no site: http://www.api.org/products-and-services/engine-oil/eolcs-categories-and-documents/oil-categories

Finalmente chegamos a uma das maiores dúvida em relação ao óleo… MINERAL X SINTÉTICO!
Todos os óleos que compramos no mercado são compostos por aditivos e óleo. Em alguns casos eles tem origem mineral, e outros são sintetizados em laboratórios. Mas existem diferenças importantes entre eles.

O óleo mineral tem como vantagens ser mais barato, mas ele atende somente as especificações de veículos mais antigos,  tendo uma durabilidade menor, normalmente 5.000 kms.

Já o óleo sintético tem mais vantagens, maior durabilidade, 10.000 kms; ajuda na economia de combustível, forma menos borra ao longo do tempo e nos carros modernos é mais bem aceito, pois proporcionam menor oxidação das peças.

No mercado também encontramos óleos semi-sintéticos, que basicamente são a mitura de ambos.

Temos mais algumas diferenças entre ambos, que vamos expor abaixo:

Óleo Mirenal – É originado do petróleo bruto, que é refinado como dizemos, passando por processos de purificação para que tenha sua qualidade melhorada. – Utilizado desde a fabricação do primeiro veículo – Apresenta mais elementos contaminantes.

Óleo Sintético – É fabricado em laboratório, de forma mais simples que o refino e com controle maior do resultado. – Não possui elementos contaminantes – O óleo é elaborado pensando na utilização final, ao contrário do mineral onde é necessário separar, por peso, as cadeias de hidrocarbonetos.

Nessa conversa sempre surgem algumas pergutas, que vamos responder abaixo:

Posso misturar Óleo sintético com Mineral? Não é recomendada a mistura dos óleos, você acaba perdendo os grandes benefífcios do sintético e “ganhando” as desvantagens do mineral… e acaba pagando mais caro por isso. Na dúvida sempre complete o nível do óleo com o mesmo que utilizou na troca anterior. Além disso, se você misturar os diferentes tipo de óleo a chance da formação de sedimentos aumenta, que com o tempo formam a borra que prejudica MUITO o motor.

Posso trocar o mineral pelo sintético? Sim! Mas para isso você deve realizar a troca do filtro de óleo e esgotar o máximo possível o óleo antigo, na troca subsquente você também deve trocar o filtro de óleo.

Vou aproveitar esse texto e falar um pouco sobre a borra do motor, algo muito relacionado ao óleo do carro.

Existem alguns fatores que aumentar a formação de sedimentos no óleo, e aliado a uma troca errada de lubrificante e filtro, tende a formar a famosa borra. Esses fatores são:

– Utilização do óleo incorreto no motor, tanto quanto a visosidade (SAE) ou a classificação API. Isso ocorre quando é usado um item com classificação inferior a recomendada, nada impede você de usar um óleo mais moderno!

– Aditivação extra! Cuidado com essa parte, os lubrificantes modernos possuem inúmeros aditivos para melhorar o desempenho do óleo, e dependendo do aditivo colocado reações químicas não esperadas podem ocorrer. Antes de aplicar qualquer aditivo pesquise bastante o que ele faz e sem tem contra indicações.

– Combustível adulterado! Um dos maiores vilões para todo veículo! O combustível quando é de baixa qualidade contém muitas impurezas, que durante a combustão podem formar resíduos não esperados pelos fabricantes favorecendo a formação de borra.

– Não trocar o óleo na data certa! Todo lubrificante tem vida útil, 5.000kms, 10.000kms etc… Em alguns tipos de máquina a durabilidade é medida em horas de uso. Durante o uso do motor o óleo é contaminado com impurezas da combustão, metais do motor etc.

O filtro tem a função de manter o óleo o mais limpo possível, mas ele não consegue filtrar tudo e a medida que usamos o carro ele vai saturando. Lembre-se de consultar o manual e ver o período de troca recomendado pelo fabricante.

Normalmente as trocas ocorrem entre 5.000 e 20.000 kms, considerando uso leve, pouco trânsito e velocidades constantes. Caso faça uso severo de seu veículo, ou seja, pegue muito engarrafamento, oscila a velocidade ou não faz percursos de tamanho suficiente para esquentar o motor, você deve fazer a troca de óleo na metade da kilometragem recomendada, 2.500 a 10.000kms.

Então vamos responder a pergunta que intitula esse artigo! Qual oléo usar no carro?!

Você deve usar o óleo recomendado pelo fabricante do veículo! Essa informação está disponível no manual do carro! Mas lembre-se, evite misturar óleo sintético com mineral, não use uma classificação API menor que a recomendada, obedeça a viscosidade e fique atento ao período de troca do lubrificante!

Seguindo essas regrinhas você prolonga a vida útil do motor e deixa seu carro pronto para qualquer desafio!

Algumas dicas para te ajudar na escolha:

Se no manual tivermos a seguinte recomendação: Óleo SAE 10W30 API SM.

Iremos escolher o óleo com viscosidade 10w30 com API SM ou SN. Nunca devemos escolhe um com API SL. Quanto a viscosidade podemos alterar um pouco ela, em caso de necessidade. Regiões mais frias ou motores com kilometragens maiores. Normalmente essa informação vem no manual ajudando a escolha.

Para escrever esse artigo, consultamos diversas fontes, e se você quiser aprender um pouco mais pode procurar por elas logo abaixo:
American Petroleum Institute (API) – http://www.api.org/
Petrobras – http://www.petrobras.com.br/pt/produtos-e-servicos/produtos/automotivos/oleo-lubrificante/
Texaco – https://blog.texaco.com.br/havoline/oleo-sintetico-ou-mineral/
Society of Automotive Engineers – EUA – http://www.sae.org
Texas do Brasil – http://www.texsadobrasil.com.br

Veja Mais

Share

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *